Ataques ameaçam esforços da Unamid

23 novembro 2009

Último relatório de Ban Ki-moon sobre Darfur indica que enquanto a segurança não for garantida por todas as partes na região, as actividades da missão conjunta da ONU e da UA e das agências continuarão a ser uma tarefa demasiado arriscada.

[caption id="attachment_172448" align="alignleft" width="175" caption="Foto: Unamid"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Crescentes ameaças contra funcionários internacionais em Darfur, operações militares por parte do Chade, Sudão e grupos rebeldes e obstáculos à movimentação de capacetes azuis continuam a afectar os esforços para estabilizar aquela conturbada província sudanesa.

A afirmação consta do relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a missão conjunta da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid, enviado esta segunda-feira ao Conselho de Segurança.

Desenvolvimento Alarmante

No documento, Ban afirma que os incidentes de sequestro de trabalhadores estrangeiros representam um desenvolvimento altamente perturbador no território, com potencial para minarem os esforços da comunidade internacional.

Dois membros da Unamid foram raptados a 29 de Agosto no Darfur Ocidental. Quase três meses depois desconhece-se o seu paradeiro.

O Secretário-Geral indica que enquanto a segurança não for garantida por todas as partes na região, as actividades da missão conjunta da ONU e da UA e das agências continuarão a ser uma tarefa demasiado arriscada.

Ban realça que a segurança dos dois reféns permanece uma questão urgente, afirmando que esforços estão em curso ao mais alto nível para garantir a sua libertação segura e incondicional.

Intimidação

O documento nota que ataques, intimidação, actividades criminosas e banditismo contra agências da ONU e ONGs conduziram já à suspensão de alguns programas da comunidade humanitária numa região onde cerca de 300 mil pessoas foram mortas e 2,7 milhões forçadas a fugir de suas casas por confrontos entre o governo, as suas milícias aliadas e vários grupos rebeldes.

Ban afirma que desde o seu último relatório, em Junho, a Unamid atingiu cerca de 69% da sua capacidade militar. No entanto, a missão continua a carecer de elementos militares chave, incluindo duas unidades de transporte, um hospital, uma unidade de reconhecimento aéreo e 18 helicópetros.

 

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