ONU e UA reforçam papel da sociedade civil em Darfur (Português África)

18 novembro 2009

Grupos da sociedade civil são importantes e têm um papel a cumprir no caminho para a paz na província sudanesa de Darfur, diz o representante especial conjunto Nações Unidas e União Africana, Henry Anyidoho.

[caption id="attachment_166101" align="alignleft" width="175" caption="Refugiados em Darfur"]

João Duarte, da Rádio ONU, em Londres.

O mais alto funcionário das Nações Unidas e União Africana para Darfur sublinhou a importância da sociedade civil na busca de uma solução para o conflito que grassa na região desde 2003.

Henry Anyidoho afirma que o consenso crescente entre os vários grupos que representam a sociedade irá ter um impacto sobre os resultados das negociações que foram retomadas esta quarta-feira em Doha no Qatar.

Persistência

Organizadas sob os auspícios do mediador conjunto Nações Unidas-União Africana, Djibril Bassolé e o governo do Qatar, Henry Anyidoho elogiou a persistência dos representantes da sociedade civil de Cartum e de Darfur, apelando a que não deixem passar esta oportunidade para a paz.

Estima-se que nos últimos seis anos, 300 mil pessoas tenham perdido a vida na região. Cerca de 2,7 milhões de pessoas foram forçadas a abandonarem as suas casas.

Protecção

Desde Janeiro de 2008 que a Missão Conjunta das Nações Unidas e União Africana em Darfur, Unamid, se encontra no terreno. A sua missão é proteger civis e acabar com os combates entre as forças governamentais e os seus aliados, a milícia Janjaweed e os vários movimentos rebeldes.

Segundo o mais alto representante da Unamid, Henry Anyidoho, apenas quando a comunidade internacional falar a uma só voz é que se tornarão visíveis e sustentáveis os progressos efectuados no terreno.

 

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