Crise alimentar afeta 1,5 milhão no Sul do Sudão

13 novembro 2009

A vice-diretora executiva do Unicef, Hilde F. Johnson disse após visita de três dias à região que agora é hora de agir para evitar a escassez de alimentos; ela pediu mais doações e maior assistência do governo da região.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, pediu nesta quinta-feira maiores esforços para evitar a escassez de alimentos em áreas do Sul do Sudão, provocada pela falta de chuvas e agravada pelo aumento da insegurança.

A vice-directora executiva do órgão, Hilde F. Johnson, disse após visita de três dias à região, que agora é hora de agir.

Emergência

Ela afirmou que todos precisam fazer o melhor para parar com essa emergência humanitária, que já afecta 1,5 milhão de pessoas ao sul do país.

Durante a visita, Johnson esteve em comunidades do estado de Jonglei, um dos mais atingidos pela falta de alimentos e segurança.

A vice-diretora executiva também viajou para Malakai, Akobo e Bor, para acompanhar os trabalhos de centros terapêuticos e observar o impacto da crise alimentar em mulheres e crianças seriamente mal nutridas.

De acordo com Hilde Johnson, as crianças são as mais vulneráveis aos choques nutricionais e são as primeiras a sucumbir quando não há comida em casa ou na comunidade.

Centros

O Unicef informa que já forneceu alimentos terapêuticos, através de parceiros, para tratar crianças em 79 centros na região.

Hilde F. Johnson congratulou a resposta imediata do Programa Alimentar Mundial, PAM, mas pediu mais doações e maior assistência do governo do Sul do Sudão.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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