Drogas e crime afectam estabilidade da Guiné-Bissau

5 novembro 2009

Alerta foi feito pelo representante da ONU na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre o país; segundo o Unodc registou-se uma queda significativa nas apreensões de droga na África Ocidental, nos últimos 18 meses.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As perspectivas para a estabilidade política na Guiné-Bissau são encorajadoras mas podem ser ameaçadas pelo tráfico de drogas e o crime organizado.

O alerta foi feito esta quinta-feira pelo representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre os últimos desenvolvimentos naquele país da África Ocidental.

Tráfico de Cocaína

Ele disse ao órgão que apesar de uma aparente diminuição no tráfico da cocaína naquela sub-região africana, nos últimos meses, o tráfico de estupefacientes e o crime organizado permanecem desafios significativos para a paz na Guiné-Bissau e em toda a área.

Segundo o Escritório da ONU contra Drogas e Crime, Unodc, registou-se uma queda significativa nas apreensões de droga na África Ocidental, nos últimos 18 meses. O mesmo fenómeno repetiu-se na Europa.

Mas o director-executivo da agência da ONU, Antonio Maria Costa, disse ao conselho que esforços internacionais poderão ter forçado as redes de traficantes a transferirem as rotas da droga mais para sul ou para o interior do continente.

Assassinatos

Durante a reunião do Conselho de Segurança, Mutaboba afirmou que o governo guineense continua a gerir as consequências dos assassinatos de altas figuras políticas e militares ocorridas em Março e Junho.

Mutaboba, que é também o chefe da missão da ONU no país, Unogbis, disse ao órgão que existe a percepção de que progressos limitados foram feitos em algumas áreas cruciais.

Ele destacou a importância do combate à impunidade, como via para restabelecer a confiança no sistema judicial e contribuir para a reconciliação nacional.

Defesa e Segurança

Falando durante a mesma reunião, a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que é presidente da estratégia da Comissão de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau, voltou a destacar a importância da reforma do sector de defesa e segurança.

Ela afirmou que a criação de um fundo de aposentadoria para os militares desmobilizados seria um passo importante nessa direcção.

 

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