TPI vai investigar violência no Quénia

5 novembro 2009

Promotor do órgão disse em Nairobi que vai pedir aos juízes do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda, para iniciarem um inquérito aos confrontos étnicos que mataram cerca de 1,5 mil pessoas após as eleições de Dezembro de 2007.

[caption id="attachment_160305" align="alignleft" width="175" caption="Nova sede do TPI"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O promotor do Tribunal Penal Internacional, TPI, Luis Moreno-Ocampo, disse esta quinta-feira que vai pedir aos juízes da corte para abrirem um inquérito à violência pós-eleitoral no Quénia.

Ele falava a jornalistas em Nairobi após ter-se reunido com o presidente Mwai Kibaki e com o primeiro ministro, Raila Odinga.

Atrocidades

Pelo menos 1,5 mil pessoas foram mortas e cerca de 300 mil deslocadas no Quénia durante a violência étnica que se seguiu às eleições gerais de Dezembro de 2007.

Numa conferência de imprensa conjunta com os dois líderes, o promotor do TPI disse que Kibaki e Odinga prometeram cooperar com a investigação.

Luis Moreno-Ocampo indicou ter informado aos seus interlocutores que a 1 de Dezembro vai pedir aos juízes do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda, para iniciarem um inquérito à violência pós-eleitoral.

Ele disse ter informado aos dois dirigentes que considera as atrocidades cometidas no Quénia como crimes contra a humanidade e que a sua gravidade justifica uma investigação por parte do TPI.

Partilha do Poder

Um acordo de partilha de poder assinado em Fevereiro de 2008, sob a mediação do antigo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, concordou criar um tribunal local para julgar os responsáveis pela violência.

Mas vários prazos para a sua criação não foram cumpridos e em Junho último Annan entregou ao TPI uma lista contendo os nomes dos principais suspeitos de envolvimento na violência.

 

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