Assembleia-Geral debate relatório Goldstone
BR

4 novembro 2009

Texto que aponta possíveis crimes de guerra e contra a humanidade cometidos por israelenses e palestinos está em discussão na Assembleia-Geral; Conselho de Direitos Humanos aprovou o relatório no mês passado.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

A Assembleia Geral da ONU debateu nesta quarta-feira o relatório Goldstone, que acusa Israel e grupos rebeldes palestinos de terem cometido crimes de guerra durante o conflito de Gaza, no início do ano.

Mais de 30 oradores devem falar durante a sessão, que será concluída com a votação de um projeto de resolução que pede ao Secretário-Geral, Ban Ki-moon, para levar o relatório ao Conselho de Segurança.

Grupo Árabe

O texto, patrocinado pelo Grupo Árabe no órgão e apoiado pelas 118 nações do Movimento dos Não-Alinhados, pede a Israel e aos palestinos para realizarem investigações credíveis sobre os eventos em um prazo de três meses.

O observador permanente da Autoridade Palestina na ONU, Riyad Mansour, pediu à comunidade internacional para não tolerar ações ilegais, violações e crimes cometidos por Israel nos territórios ocupados.

A representante de Israel, a embaixadora Gabriela Shalev, reiterou a rejeição do relatório por parte do seu país, descrevendo-o de parcial, politizado e concebido com ódio.

Direito

Ela realçou ainda o direito israelense de se defender do que descreveu como ataques terroristas palestinos.

O relatório da missão de inquérito da ONU sobre o conflito em Gaza, chefiada pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, foi aprovado no mês passado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, que recomendou o debate do texto na Assembleia-Geral.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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