OIT cria empregos em regiões que emergem de conflitos

4 novembro 2009

A iniciativa tem como objectivo garantir estabilidade e promover o desenvolvimento sócio-económico nessas áreas; política de incentivo ao trabalho vai começar a ser implementada em cinco países: Timor-Leste, Nepal, Burundi, Cote d’Ivoire e Serra Leoa.

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, lançou nesta quarta-feira, em Genebra, na Suíça, uma nova política de criação de empregos para regiões que emergem de conflito.

A iniciativa, que conta com o apoio de mais 19 agências e programas da ONU, tem como objectivo garantir estabilidade e promover o desenvolvimento sócio-económico nessas áreas.

Desmobilização

A nova política vai começar a ser implementada em cinco países: Timor-Leste, Nepal, Burundi, Côte d'Ivoire e Serra Leoa.

A iniciativa é dividida em três etapas: estabilização do território, reintegração social e, por fim, criação de novos empregos a longo prazo.

Para colocá-la em prática, a ONU vai contar com o apoio dos governos e dos empresários locais.

O director-executivo do sector de empregos da OIT, José Manuel Salazar, afirmou que, no caso do Iraque, por exemplo, a desmobilização do exército deixou mais de 350 mil soldados desempregados.

Conflitos

Já o conflitos no Afeganistão, ainda segundo Salazar, resultou em mais de 2 milhões de deslocados internos, que precisam de incentivos para se reintegrarem na sociedade.

A pedido do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, a OIT, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, continuará a implementar os projectos de incentivo ao trabalho em outros países que passaram por conflitos.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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