Unesco presta homenagem a Lévi-Strauss
BR

4 novembro 2009

Diretor-executivo da agência diz que, apesar da tristeza por sua morte, é preciso celebrar sua vida em favor do conhecimento e da compreensão; antropólogo viveu quatro anos no Brasil, onde trabalhou de perto com tribos indígenas.

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, homenageou o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que faleceu no último fim de semana, aos 100 anos de idade.

Em comunicado emitido nesta terça-feira, em Paris, o diretor-executivo do órgão, Koïchiro Matsuura, afirmou que o mundo havia perdido um de seus maiores pensadores.

Humanidade

Segundo Matsuura, os pensamentos do antropólogo mudaram a maneira como as pessoas se reconhecem, ao reforçarem aspectos comuns da humanidade em oposição à divisão de raças.

O diretor da Unesco disse ainda que, apesar da tristeza pela morte de Lévi-Strauss, é preciso celebrar sua vida em favor do conhecimento e da compreensão.

O pesquisador trabalhou em parceria com a Unesco desde a criação da agência. Em 2005, ele fez sua última aparição pública durante o aniversário de 60 anos do órgão.

Legado no Brasil

Claude Lévi-Strauss viveu no Brasil entre 1935 e 1939. Durante o período, pesquisou sobre as tribos indígenas no país e deu aulas na então recém criada Universidade de São Paulo, USP.

As expedições pelo Mato Grosso e pela Amazônia e o convívio com os índios da região foram registrados no livro autobiográfico, "Tristes Trópicos", de 1955.

 

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