Após seca prolongada, Quénia é agora fustigado por cheias

3 novembro 2009

Segundo o Ocha, cerca de 4,6 mil pessoas ao longo da costa do Índico e na região do nordeste foram deslocadas e forçadas a procurar refúgio em escolas e famílias anfitriães; cerca de 3,8 milhões de pessoas continuam a depender da assistência do PAM.

[caption id="attachment_169555" align="alignleft" width="175" caption="Milhares deslocados"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, indicou esta terça-feira que enquanto a maior parte do Quénia continua a sofrer dos efeitos de uma prolongada seca, algumas regiões do país estão a ser afectadas por chuvas torrenciais.

Segundo o órgão, cerca de 4,6 mil pessoas ao longo da costa do Índico e na região do nordeste foram deslocadas e forçadas a procurar refúgio em escolas e famílias anfitriães.

El Niño

Autoridades locais, com o apoio do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, estão a purificar poços de água que foram contaminadas pelas cheias em algumas zonas.

O Ocha estima que até 750 mil pessoas poderão vir a ser afectadas pelas fortes chuvas associadas ao fenómeno climático El Niño, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro.

Mas enquanto algumas regiões são atingidas pelas cheias, a maior parte do Quénia continua a sofrer os efeitos de uma seca prolongada que aumenou a insegurança alimentar no país.

Cerca de 3,8 milhões de pessoas dependem da assistência do Programa Alimentar Mundial, PAM, enquanto 1,5 milhão de crianças recebe refeições escolares.

 

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