Acnur ajuda angolanos expulsos da RD Congo

3 novembro 2009

Um Boeing 747 proveniente de Joanesburgo, na África do Sul, chegou este fim de semana a Luanda, transportando cerca de 2,3 mil tendas, 5 mil colchões e 4 mil cobertores; segundo a agência da ONU, a maior parte dos angolanos expulsos tinha estatuto de refugiado.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, continua a transportar ajuda de emergência, por via aérea, para os milhares de angolanos expulsos o mês passado da República Democrática do Congo.

O porta-voz da agência, Andrej Mahecic, disse esta terça-feira em Genebra, na Suiça, que um Boeing 747 proveniente de Joanesburgo, na África do Sul, chegou este fim de semana a Luanda, transportando cerca de 2,3 mil tendas, 5 mil colchões e 4 mil cobertores, além de um armanzém pré-fabricado.

Condições Difíceis

Os bens de emergência foram depois transportados, em aviões militares angolanos, para as províncias do Zaire e Uige, perto da fronteira com a República Democrática do Congo.

Segundo estimativas do governo de Angola, 50 mil angolanos que viviam em território congolês regressaram ao país nas últimas semanas. Este total inclui os que foram expulsos e os que saírem voluntariamente quando a onda de repatriamento começou.

De acordo com o Acnur, a maior parte dos angolanos expulsos tinha estatuto de refugiado. Muitos foram obrigados a deixar o país sem poderem recuperar os seus documentos de identificação e haveres.

A agência da ONU indica que eles vivem agora em condições extremamente difíceis. Uma equipa do Acnur que visitou a localidade de Kitumu, na província de Uige, na semana passda, diz ter encontrado 500 pessoas a dormirem num chão de cimento numa velha escola, sem colchões ou cobertores.

Regresso Digno

Antes das expulsões, as Nações Unidas já estavam a preparar o regresso dos refugiados angolanos que queriam voltar para casa. O Acnur disse que vai continuar a trabalhar com os dois governos para facilitar o regresso seguro e digno dos angolanos ao seu país.

Até finais de Setembro, 111 mil refugiados angolanos estavam ainda registados na República Democrática do Congo e cerca de 40 mil na Zâmbia, África do Sul, República do Congo e Namíbia.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud