Assembleia-Geral da ONU vai considerar relatório Goldstone
BR

30 outubro 2009

Reunião acontece na próxima quarta-feira; texto da missão de inquérito mostra evidências de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos por israelenses e rebeldes palestinos.

[caption id="attachment_162144" align="alignleft" width="175" caption="Assembleia Geral"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

A Assembleia-Geral da ONU irá se reunir em 4 de novembro para considerar o relatório da missão de inquérito sobre o conflito em Gaza.

O texto, adotado pela Comissão de Direitos Humanos há uma semana, mostra evidências de que tanto Israel como grupos rebeldes palestinos cometeram sérios crimes relacionados aos conflitos do final de 2008 e começo de 2009.

Crimes de Guerra

O presidente da Assembleia Geral, Ali Treki, já recebeu o relatório da missão, que foi chefiada pelo jurista sul-africano Richard Goldstone.

O encontro da próxima quarta-feira é um pedido do Grupo Árabe do órgão em Nova York apoiado por 118 membros do Movimento dos Não-Alinhados, para que o texto fosse considerado na primeira semana de novembro, de acordo com nota emitida pelo porta-voz do presidente da Assembléia.

Os 4 membros do comitê de investigação da missão encontraram provas de que iraelenses e rebeldes palestinos se envolveram em ações que podem representar crimes de guerra e contra a humanidade, nos conflitos registrados entre dezembro e janeiro.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon havia enviado pedido a israelenses e palestinos para que dessem início a investigações completas, independentes e transparentes.

Recomendações

O Conselho de Direitos Humanos já havia condenado uma série de medidas israelenses nos territórios ocupados palestinos, como a recusa de Israel em cooperar com a missão, e pediu a ambos os lados para seguirem as recomendações da ONU.

O Conselho também havia sugerido para que a Assembleia Geral considerasse o relatório durante a sessão atual e solicitou ao Secretário-Geral Ban Ki-moon para submeter um outro relatório, em março, sobre a implementação do texto.

 

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