FMI: Ásia está em plena retomada econômica
BR

29 outubro 2009

Fundo Monetário Internacional prevê recuperação do comércio na região em 2010; pacotes fiscais enérgicos e sistema bancário confiável sustentaram os asiáticos durante a recessão.

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

A Ásia está em rápida recuperação após a crise econômica mundial, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Fundo Monetário Internacional, FMI, em Seul, na Coréia do Sul.

O Fundo prevê crescimento de 2,75% para a região em 2009, e alta de 5,75% no ano que vem, projeções melhores do que as divulgadas anteriormente.

Recuperação

O relatório indica que a forte retomada da economia asiática está ligada a um retorno progressivo das condições normais apesar do colapso repentino no comércio global e financeiro no final de 2008.

De acordo com o FMI, a recessão da economia americana desencadeou queda desproporcional no produto interno bruto da Ásia por causa do congelamento dos negócios internacionais, mas agora o comércio voltou a se recuperar e a região registra retomada impressionante.

Outro ponto favorável para os asiáticos tem sido a rápida resposta à crise através de políticas públicas enérgicas, possível apenas porque a Ásia apresentava condições iniciais favoráveis, como regras monetárias e fiscais consistentes e balanços corporativos e bancários confiáveis.

O FMI dá o exemplo do Japão, que não cometeu os mesmos erros da crise bancária dos anos 90.

Pacotes

O resultado com a chegada da crise foram cortes profundos na taxa de juros e a implementação de pacotes fiscais de incentivo, fatores que contribuíram para sustentar a demanda doméstica na Ásia.

A previsão do Fundo é de crescimento gradual em todo o mundo em 2010, com expectativa de alta de apenas 1,25% nas sete maiores economias do mundo, já que o setor privado desses países deve continuar retraído.

Como consequência, a demanda internacional por produtos asiáticos permanecerá baixa e, apesar da recuperação ser maior na região em comparação com outras grandes potências, o resultado no ano que vem ficará abaixo da média recorde de 6,75% registrada na última década.

 

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