ONU pede julgamento de responsáveis por repressão na Guiné Conacri

29 outubro 2009

Num comunicado presidencial, o Conselho de Segurança apoiou também os esforços da Cedeao para resolver a crise, particularmente a sua insistência numa nova autoridade de transição para garantir eleições livres justas e credíveis.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU voltou a pedir às autoridades na Guiné Conacri para julgarem e condenarem os perpetradores da sangrenta repressão do mês passado que matou mais de 150 pessoas e feriu centenas de outras.

Um comunicado presidencial divulgado na quarta-feira pelo embaixador Le Luong Minh do Vietnam, que preside este mês o órgão, reitera a necessidade do governo combater a impunidade, respeitar o estado de direito e libertar todas as pessoas que continuam detidas sem acesso a protecção legal.

Prisão Arbitrária

Além dos mortos e feridos em resultado da repressão de 28 de Setembro, o comunicado do Conselho de Segurança menciona outras violações graves dos direitos humanos, incluindo a violação de mulheres e a prisão arbitrária de manifestantes e líderes da oposição.

O órgão apoiou também os esforços da Comunidade Económica da África Ocidental, Cedeao, para resolver a crise, particularmente a sua insistência numa nova autoridade de transição para garantir eleições livres, justas e credíveis nas quais o capitão Moussa Camara e outros dirigentes golpistas não podem participar.

Comissão de Inquérito

O capitão Camara assumiu o poder naquele país da África Ocidedntal em Dezembro do ano passado logo após a morte do presidente Lansana Conté.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon vai estabelecer brevemente uma comissão internacional de inquérito para investigar a repressão na Guiné Conacri.

 

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