Irã, Paquistão e Afeganistão se unem contra o tráfico de ópio
BR

28 outubro 2009

Representantes dos três países discutiram, em reunião promovida pela ONU, trabalho conjunto no combate ao crime; ópio afegão provoca mais de 100 mil mortes por ano.

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova York.

Aumentar o número de patrulhas e oficiais, reforçar operações conjuntas e desenvolver um sistema único de informação e comunicação para o combate ao tráfico de ópio afegão.

Esse foi o compromisso assumido nesta terça-feira por representantes do Afeganistão, Irã e Paquistão em encontro promovido pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes, Unodc, em Viena.

Iniciativa Triangular

A reunião faz parte dos esforços da chamada "Iniciativa Tringular", lançada em 2007 para melhorar o controle do ópio entre os países mais afetados pela droga.

De acordo com dados do Unodc, 90% do ópio do mundo é produzido no Afeganistão e saem pelo Irã e Paquistão.

O diretor-executivo da agência da ONU, Antônio Maria Costa, lembra que o combate a esse tráfico depende da troca de informações e inteligência e de operações dirigidas, visando as grandes redes nacionais.

Costa afirmou que tem sido tomadas ações nacionais, como a construção de valas e muros no Irã para conter os traficantes. Mas, apesar disso, há limites para as atitudes isoladas de cada país.

Mortes

Relatório recém-divulgado pelo Unodc informa que o ópio do Afeganistão alimenta um mercado de US$ 65 bilhões, cria um universo de cerca de 15 milhões de viciados e gera mais de 100 mil mortes por ano.

De acordo com a agência da ONU, o tráfico da droga afegã também financia grupos criminosos e terroristas.

 

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