Talibã reivindica atentado contra ONU no Afeganistão

28 outubro 2009

Cinco funcionários da organização morreram no ataque; Nações Unidas garantem que a violência não vai impedir a continuidade do seu trabalho no país.

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O enviado especial da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, condenou de forma veemente o ataque desta quarta-feira que matou cinco funcionários da organização na capital Cabul.

Eide garantiu que nenhum grupo insurrecto vai conseguir paralisar o trabalho que a ONU vem fazendo para garantir uma vida melhor para o povo afegão.

Perdas Trágicas

Segundo agências de notícias, homens armados e usando coletes com explosivos atacaram a pensão onde viviam os funcionários da ONU no centro da cidade. Segundo as mesmas fontes, dois polícias e três insurgentes também morreram na operação.

Cerca de duas horas depois, foguetes foram lançados contra o principal hotel da capital afegã onde ficam hospedados diplomatas e jornalistas internacionais. Os dois actos foram reivindicados pelo grupo Talibã.

Em comunicado, Kai Eide lembrou que o dia é de profunda tristeza para as Nações Unidas no país. Ele apresentou condolências aos familiares e amigos das vítimas e lembrou que as mortes representam perdas trágicas para cada membro da organização.

Eide disse ainda que a ONU tem servido o povo afegão há mais de meio século. Por isso, segundo ele, qualquer atentado não atinge apenas a organização, mas todo o povo que depende da sua ajuda.

Continuidade

O chefe da missão de Assistência da ONU no Afeganistão, Unama, declarou também que, depois do atentado desta quarta-feira, a segurança dos funcionários das Nações Unidas será revista no país.

No entanto, ele deixou bem claro que o ataque não vai afectar a continuidade do trabalho da ONU no território afegão.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

 

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