Unicef alerta para situação de grávidas no Sudão

27 outubro 2009

Unicef informa que 26 mil mulheres morrem todos os anos de complicações no parto no país; em toda a América Latina e Caribe o número não chega a 10 mil.

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, alertou esta terça-feira para a grave situação da maternidade no Sudão, um dos países mais perigosos do mundo para as mães.

O representante da agência da ONU, Nils Kastberg, informou que 26 mil mulheres morrem todos os anos de complicações de parto no Sudão. O número de óbitos na América Latina e Caribe não chega a 10 mil.

Grávidas

Kastberg chama a atenção para o facto de as mortes maternas poderem ser evitadas no país a partir de atendimento atempado e de cuidados pessoais simples das grávidas.

O representante do órgão informa ainda que mais de 300 mil crianças sudanesas, com menos de cinco anos, morreram nos últimos anos também por causas evitáveis.

Nils Kastberg, afirma que o Unicef espera para os próximos três anos uma redução em 1/3 nas taxas de mortalidade materna e infantil.

A diminuição das mortes é esperada, segundo ele, como resultado da adopção de redes mosquiteiras e de outras medidas básicas que têm sido tomadas no país.

Responsabilidade

O representante do Unicef destaca, no entanto, que o Sudão precisa de paz para garantir melhores condições de facto para a maternidade e a infância.

Ele fez um apelo para que os homens do Sudão assumam maior responsabilidade e entendam que suas acções causam graves danos às mulheres e às crianças.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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