Remessas podem ajudar combate à pobreza (Português África)

22 outubro 2009

Fórum Global sobre Remessas, a decorrer em Tunis, vai debater o papel de novas tecnologias, como telemóveis, e infraestruturas existentes na redução dos custos da transferência de dinheiro para o continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Migrantes africanos enviam todos os anos para os seus países remessas no valor de US$ 40 mil milhões, mas leis restritivas e impostos elevados reduzem o impacto desse montante no combate à pobreza.

A afirmação consta de um relatório "O envio de dinheiro para África" apresentado esta quinta-feira na abertura do Fórum Global sobre Remessas, em Tunis, capital da Tunísia,

Remessas Globais

A reunião de dois dias é organizada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad e pelo Banco Africano de Desenvolvimento.

O volume de remessas globais atinge o valor de US$ 300 mil milhões por ano, um montante superior à combinação de investimentos estrangeiros directos e a ajuda ao desenvolvimento.

Mas enquanto os custos da tranferência de dinheiro baixaram de forma significativa na América Latina e na Ásia, eles continuam elevados no continente africano. Cerca de 25% do montante transferido é geralmente pago em impostos.

Durante a recente cimeira do G-8 na Itália, os líderes mundiais reconheceram o impacto das remessas no combate à pobreza e estabeleceram a meta de reduzir os custos das transferèncias em cerca de 50% nos próximos cinco anos.

Subsistência de Famílias

Luís Zaqueu, do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, disse à Rádio ONU, de Maputo, que muitas economias africanas dependem das remessas enviadas pelos seus cidadãos.

"A migração em África e não só faz parte de um sistema económico e social único. A saída dos migrantes dos seus locais enriquece não só as zonas e países aonde vão e trabalham, mas constitui também uma grande fonte de rendimento para as suas famílias e para toda a economia dos países africanos. É através dessas remessas que eles garantem a subsistência das famílias, e também fazem investimentos" afirmou.

Novas Tecnologias

O relatório do Ifad destaca como novas tecnologias, como telemóveis, e infraestruturas existentes, incluindo postos de correios, podem facilitar e reduzir os custos de remessas em África.

A agência da ONU indica que a Argélia, onde 95% das remessas são pagas através dos correios, deveria servir de modelo para o continente.

 

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