Crise e Trabalho Temporário

20 outubro 2009

Relatório da OIT mostra que as maiores demissões ocorreram nas montadoras de veículos; expectativa é de melhora no mercado de trabalho a partir do ano que vem.

Daniela Traldi, da Rádio ONU, em Nova York.

Um estudo divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, mostra que trabalhadores contratados por agências de vagas temporárias tem estado entre os primeiros a perder o emprego como consequência da crise econômica mundial.

De acordo com o relatório, os maiores cortes ocorreram na indústria de manufaturados de países desenvolvidos, principalmente no setor automobilístico.

Manufaturados

O estudo revela que, só na Alemanha, entre 100 mil e 150 mil trabalhadores temporários foram dispensados entre fevereiro e abril, período que sucedeu o ápice da crise do final de 2008. Japão, Estados Unidos, Espanha e França também registraram movimento parecido.

Desde o segundo semestre do ano passado as empresas tem usado os temporários como válvula de escape para aliviar pressões na indústria e manter as vagas dos funcionários fixos, segundo John Myers, especialista da OIT e responsável pelo relatório.

A previsão é de melhora a partir do ano que vem. Myers acredita que a reviravolta no setor será percebida quando os temporários fizerem mais horas extras e turnos mais longos durante a semana.

Discussão

As conclusões do estudo serão discutidas num encontro que acontece nesta terça e quarta-feira na sede da OIT em Genebra, na Suíça.

As agências de empregos temporários tem desenvolvido papel importante no funcionamento dos mercados, principalmente nos últimos 30 anos.

Por isso a OIT quer um maior equilíbrio entre mercados de trabalho flexíveis e proteção a seus trabalhadores.

 

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