OIM diz que consumidores podem combater tráfico humano

19 outubro 2009

Campanha do órgão adverte que indústria de produtos muito baratos tem sido sustentada pela exploração de trabalho forçado; crime vitima mais de 12 milhões de pessoas no mundo.

Maria Cláudia Santos, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A Organização Internacional de Migrações, OIM, lançou nesta segunda-feira, em Bruxelas, uma campanha sobre a necessidade de envolver consumidores na luta pelo fim do tráfico de pessoas.

A iniciativa adverte que a indústria de produtos muito baratos tem sido sustentada pela exploração de trabalho forçado.

Produtos Baratos

O director-geral da OIM, William Lacy Swing, explica que já não existe mais a visão de que a pobreza e a falta de oportunidades nos países de origem são as grandes causas do tráfico humano.

Segundo ele, a busca por mão-de-obra barata é a maior alimentadora desse crime que vitima mais de 12 milhões de pessoas.

A chefe do escritório da OIM em Portugal, Mônica Goracci, disse à Rádio ONU, de Lisboa, que a campanha vai estimular consumidores a se questionarem sobre o que pode existir atrás da venda de produtos muito baratos.

Tráfico Humano

"As pessoas estão cada vez mais atentas ao comércio justo e estão prontas para questionarem o que há atrás de produtos e serviços a baixo custo. É fundamental sensibilizá-las para se perguntarem, a cada vez que compram um produto, de onde é que vem isso, o que há por trás deste produto, que tipo de mão-de-obra, pode haver exploração? É importante sensibilizar os consumidores," afirmou.

A campanha de combate ao tráfico humano também vai incentivar o acesso a sites com informações sobre o crime, assim como formas de combatê-lo.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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