Acnur saúda acordo entre Angola e RD Congo
BR

15 outubro 2009

Chefe do Acnur, António Guterres, disse que Estados podem ter as suas próprias políticas de imigração, mas as pessoas também têm direito a proteção internacional.

[caption id="attachment_161457" align="alignleft" width="175" caption="Refugiados angolanos"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, saudou a decisão de Angola e da República Democrática do Congo de suspenderem a expulsão e repatriamento de civis.

Em entrevista concedida na quarta-feira à Rádio Okapi, estação da Missão das Nações Unidas no Congo, Guterres disse que os Estados podem ter as suas próprias políticas de imigração, mas as pessoas também têm direito à proteção internacional.

Dignidade Humana

O Alto Comissário afirmou que quando um país decide repatriar estrangeiros do seu território, deve respeitar a dignidade humana.

Guterres elogiou o acordo entre Angola e a República Democrática do Congo não só de pararem com as expulsões, mas também para garantir que no futuro qualquer processo de repatriamento respeite os direitos humanos.

Ele indicou que o mandato da agência da ONU é específico em relação às pessoas que têm direito a proteção internacional.

Retaliação

Segundo agências de notícias, cerca de 28 mil angolanos teriam sido expulsos da República Democrática do Congo nos últimos dias e muitos vivem em campos precários no norte do país.

A expulsão foi uma aparente retaliação ao repatriamento de milhares de congoleses que trabalhavam de forma ilegal em minas de diamantes em Angola.

*Apresentação: Leda Letra, Rádio ONU, Nova York.

 

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