100 mil deixam norte do Iraque por falta de água
BR

14 outubro 2009

Relatório da Unesco revela que maioria dos aquedutos subterrâneos, conhecidos como “karez”, secaram.

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

Desde 2005, mais de 100 mil pessoas no norte do Iraque foram forçadas a abandonar suas casas, como consequência da escassez de abastecimento de água na região.

A informação faz parte de um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Secas

A Unesco estima que outras 36 mil pessoas no norte do Iraque estejam prestes a deixar a região, caso a situação não mude.

Segundo a pesquisa, as secas e o bombeamento excessivo de água diminuíram os níveis dos aquedutos subterrâneos, que os iraquianos chamam de "karez".

Esse sistema é responsável por oferecer água potável à população local e é conhecido por sua capacidade de manter o abastecimento mesmo durante temporadas sem chuva.

No entanto, o estudo da Unesco confirma que, com o início da seca, quatro anos atrás, 70% dos aquedutos ficaram sem água. O bombeamento do fluxo por máquinas modernas também foi responsável por esse declínio.

Políticas de Restauração

De acordo com a agência da ONU, apenas 116 dos 683 aquedutos da região continuam funcionando.

O estudo produzido pela agência é o primeiro do gênero no país. Ele será oferecido ao governo local como ferramenta para a aplicação de políticas de restauração do abastecimento de água.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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