Direitos humanos na Gâmbia preocupa ONU (Português África)

9 outubro 2009

Relatores especiais das duas organizações indicam estarem perturbados com declarações atribuídas ao presidente Jammeh nas quais ele ameaçava publicamente matar defensores de direitos humanos no seu país.

[caption id="attachment_167226" align="alignleft" width="175" caption="Frank La Rue"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

A ONU e a União Africana, UA, estão profundamente preocupadas com a segurança dos defensores de direitos humanos na Gâmbia e de todos os participantes à próxima sessão da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, marcada para Novembro na capital gambiana, Banjul.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira em Genebra, na Suiça, três relatores especiais das Nações Unidas e da UA indicam estarem perturbados com declarações atribuídas ao presidente Jammeh, da Gâmbia, em Setembro. Nelas, o líder gambiano ameaçava publicamente matar defensores de direitos humanos no seu país e todos os que cooperarem com eles.

Direitos Básicos

Os relatores afirmam na nota que as alegadas declarações por parte de um chefe de estado são inaceitáveis e contradizem todos os instrumentos de direitos humanos ratificados pela nação oeste-africana.

Eles realçam que essas declarações contribuem para estigmatizar os defensores de direitos humanos no país, levantam preocupações sobre a protecção e promoção de direitos básicos fundamentais na Gâmbia e dão um mau exemplo a nível regional e internacional.

Os relatores da ONU e da UA apelam também ao presidente Jammeh para divulgar um novo comunicado público no qual destaca a importância e legitimidade do trabalho efectuado pelos defensores dos direitos humanos e a sua contribuição para o reforço da democracia.

Integridade Física

Eles expressam ainda preocupação de que a liberdade de opinião e expressão está a ser sufocada na Gâmbia e que os críticos do governo têm a sua integridade física e psicológica ameaçada.

O comunicado foi assinado pelos relatores Margaret Sekaggya e Frank La Rue pelas Nações Unidas e Reine Alapini-Gansou, pela União Africana.

 

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