Capoeira ajuda crianças refugiadas na Síria
BR

7 outubro 2009

Movimentos que misturam luta, música e dança ensinam a superar traumas e a expressar emoções.

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

Crianças palestinas que vivem no campo de refugiados de Al-Tanf, na fronteira entre a Síria e o Iraque, aprendem com a capoeira como superar os traumas psicológicos após os conflitos que presenciaram.

As aulas que misturam artes marciais, música e dança são oferecidas a centenas de crianças da região pelo grupo "CapoeirArab", uma iniciativa divulgada no começo do mês pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Emoções

Segundo a consultora psico-social que trabalha no campo, Patrizia Giffoni, outras artes, como teatro interativo e shows com palhaços não se mostraram tão eficazes na melhoria da qualidade de vida das crianças quanto as aulas de capoeira.

Para a especialista, o bom aproveitamento das turmas acontece porque as crianças conseguem expressar, nos movimentos de luta e dança, emoções que antes estavam presas, como raiva e frustração.

O ambiente seguro e saudável, por outro lado, ajuda a harmonizar essas emoções e incentiva o contato com outras crianças.

A capoeira é uma arte-marcial que chegou ao Brasil no século 16, trazida por escravos africanos que buscavam preservar no país suas tradições culturais e religiosas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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