Unicef quer proteção de crianças contra exploração
BR

6 outubro 2009

Relatório da agência da ONU indica que milhões de meninos e meninas continuam a ser vítimas de tráfico, precisam de assistência familiar ou não têm documentação para frequentarem a escola ou acesso aos cuidados básicos de saúde.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York*.

A violência e a exploração ainda são parte da dura realidade para muitas crianças no mundo. Apesar de alguns progressos na redução de violações aos seus direitos, é desconhecida a verdadeira extensão dos abusos a que são sujeitas.

A afirmação faz parte de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançado nesta terça-feira em Tóquio, no Japão, pela diretora-geral do órgão, Ann Veneman.

Casamento Precoce

"Progressos para as Crianças: um Balanço sobre Proteção Infantil", indica que milhões de meninos e meninas continuam vítimas de tráfico, precisam de assistência familiar ou não têm documentação para frequentarem a escola ou terem acesso aos cuidados básicos de saúde.

O documento destaca também que milhões de crianças são forçadas a trabalhar em condições difíceis e enfrentam violência em casas, escolas, comunidades ou instituições onde ficam presas, muitas vezes por parte dos adultos que as supervisam.

Ann Veneman disse que uma sociedade não pode progredir enquanto os seus habitantes mais jovens são forçados a contrair matrimônio de forma precoce, trabalham na indústria do sexo ou vêm os seus direitos básicos negados.

Ela afirmou que a compreensão da extensão dos abusos constitui o primeiro passo para o estabelecimento de um ambiente onde as crianças são protegidas e têm a possibilidade de atingir o seu potencial.

O relatório nota alguns progressos na situação de crianças no mundo. Na Guiné Conacri, Nepal e Bangladesh, três países onde existe o casamento precoce, a idade média para o casamento aumenta, apesar de ainda ser inferior aos 18 anos.

Trabalho Forçado

O documento conclui que mais de metade dos menores detidos não foram julgados, que em algumas regiões do mundo, 2/3 das crianças não foram registradas em 2007 e que mais de 150 milhões de crianças entre os 5 e os 14 anos são forçadas a trabalhar.

O Unicef recomenda, entre outras medidas, a melhora dos sistemas de proteção infantil, a promoção de mudanças sociais e o reforço de parcerias para combater abusos.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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