Acnur: 145 morreram na Somália só em Setembro

2 outubro 2009

Porta-voz do órgão revelou que confrontos irromperam pela primeira vez em Kismayo entre os grupos islâmicos Al-Shabaab e Hisb-ul-Islam, que até agora vinham cooperando para derrubar o governo somali.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, indicou esta sexta-feira que 145 pessoas foram mortas e outras 285 feridas através da Somália, particularmente em Mogadishio e Kismayo, só no mês de Setembro.

O porta-voz do órgão, Andrej Mahecic, disse a jornalistas, em Genebra, na Suiça, que confrontos irromperam pela primeira vez naquela cidade portuária do sul do país entre os grupos islâmicos Al-Shabaab e Hisb-ul-Islam, que até agora vinham cooperando para derrubar o governo somali.

Deslocamento

Combates ocorreram também entre forças governamentais e combatentes do Hisb-ul-Islam para o controle de Beled Weyne, uma localidade situada junto à fronteira com a Etiópia.

Mahecic indicou que a taxa de deslocamento de civis dentro da Somália diminuiu nos últimos dois meses, mas continua elevado.

Cerca de 17 mil civis foram forçados a deixar suas casas durante o mês de Setembro, incluindo 11 mil na capital, Mogadishio.

Somalilândia

Num outro desenvolvimento, o enviado especial da ONU para aquela nação do Corno de África, Ahmedou Ould-Abdallah, congratulou a auto-proclamada região autónoma da Somalilândia, no norte, pelo acordo alcançado para pôr fim ao impasse sobre a realização das adiadas eleições presidenciais.

Ele afirmou que o acordo é um testemunho da tradição dos dirigentes da região de resolverem conflitos internos pela via pacífica.

 

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