Ban pede segurança para presidente Zelaya das Honduras

29 setembro 2009

Ban Ki-moon indicou que a imposição do estado de emergência aumentou a tensão política e notou a decisão do congresso do país de rejeitar a suspensão das liberdades civis; numa conferência de imprensa, ele falou também do programa nuclear iraniano.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que está profundamente preocupado com os últimos desenvolvimentos nas Honduras. Ele indicou que a imposição do estado de emergência aumentou a tensão política e notou a decisão do congresso do país de rejeitar a suspensão das liberdades civis.

Ban falava esta terça-feira numa conferência de imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

Instituições Soberanas

O Secretário-Geral afirmou que as ameaças contra a embaixada brasileira nas Honduras são inaceitáveis. Ele realçou que a lei internacional diz claramente que a imunidade de instituições soberanas não pode ser violada.

Ban Ki-moon voltou a apelar às autoridades de facto naquele país da América Central para garantirem a segurança do presidente Zelaya.

Na conferência de imprensa, Ban falou também do seu recente encontro com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, do Irão. Ele indicou que durante as conversações, ele disse clara e directamente ao líder iranianao que cabe agora a Teerão demonstrar que o seu programa nuclear só tem objectivos pacíficos.

Negociações

Ban Ki-moon realçou que pediu a Ahmadinejad para abrir a nova central nuclear a uma inspecção rápida e total da Aiea e para participar em negociações de forma construtiva.

O Secretário-Geral descreveu também a sessão de debates da Assembleia Geral, que terminou esta terça-feira, como uma das mais produtivas dos últimos anos.

 

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