Relatório pede responsabilização para crimes cometidos em Gaza (Português África)

29 setembro 2009

Documento indica que tanto Israel como grupos rebeldes palestinos foram responsáveis por acções que podem representar crimes de guerra e contra a humanidade; chefe da missão da ONU, juiz Goldstone, pediu envio do relatório ao Conselho de Segurança.

[caption id="attachment_162003" align="alignleft" width="175" caption="Richard Goldstone"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O chefe da Missão de Inquérito da ONU sobre o conflito em Gaza, juiz Richard Goldstone, pediu à comunidade internacional para acabar com a impunidade para as violações da lei internacional em Israel e nos Territórios Ocupados Palestinianos.

Goldstone apresentou nesta terça-feira o relatório da missão ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça, após uma investigação que durou três meses.

Lei Humanitária

O documento conclui que graves violações à lei humanitária e aos direitos humanos internacionais foram cometidos por Israel na sua operação militar contra Gaza, ocorrida de 27 de Dezembro a 18 de Janeiro deste ano. A missão indica que algumas dessas acções representam crimes de guerra e possivelmente crimes contra a humanidade.

O relatório também afirma existirem provas de que grupos armados palestinianos cometeram os mesmos tipos de crimes.

Ao apresentar o relatório ao Conselho de Direitos Humanos, Goldstone pediu aos 47 países membros do órgão para implementarem uma série de propostas, incluindo o envio do documento ao Conselho de Segurança da ONU. Ele disse que tal medida é justificada pelo facto de Israel ou as autoridades palestinianas não terem realizado, até agora, qualquer investigação às alegadas violações.

Recomendações

Na sua resposta, Israel disse que a missão da ONU não se preocupou muito com a descoberta de fatos nem fez qualquer referência ao direito de auto-defesa do país.

A autoridade palestiniana elogiou a objectividade do documento e pediu a implementação das suas principais recomendações.

Os Estados Unidos, que aderiram este ano ao Conselho, também criticaram alguns elementos do relatório. O representante americano acusou o órgão de prestar uma atenção desproporcionada a Israel.

 

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