Namíbia quer posição mais dura contra golpes de estado

28 setembro 2009

País disse à Assembleia Geral que a ONU deveria apoiar a posição de princípio da União Africana, UA, de não reconhecer governos formados após golpes de estado.

[caption id="attachment_170359" align="alignleft" width="175" caption="Marco Hausiku"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Namíbia, Marco Hausiku, disse que os governos que chegam ao poder através de golpes de estado deveriam ser proibidos de participar em todos os fóruns e instituições da ONU.

No seu discurso, esta segunda-feira, à Assembleia Geral das Nações Unidas, ele pediu aos países membros da organização para adoptarem uma linha mais dura contra transferências anti-democráticas de poder.

Cooperação

Hausiku disse que a ONU deveria apoiar a posição de princípio da União Africana, UA, de não reconhecer governos formados após golpes de estado.

Na sexta-feira, a Assembleia Geral decidiu, através de uma votação, negar à delegação da Madagáscar o direito de usar da palavra na sessão de debates. O anterior presidente, Marc Ravalomanana, foi derrubado no início deste ano num golpe de estado, após semanas de instabilidade.

O ministro da Namíbia apelou também a uma maior cooperação entre a UA e a ONU, particularmente em questões de paz e segurança.

Ele disse que uma tal cooperação deveria incluir os sectores das finanças, logística, transferência de tecnologia e formação profissional.

Unamid

Marco Hausiku também saudou a recente declaração conjunta do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da União Africana sobre o reforço da capacidade da organização pan-africana em operações de paz.

A ONU e a UA têm actualmente uma missão conjunta de paz em Darfur, a Unamid, que trabalha para acabar com o conflito e aliviar o sofrimento naquela conturbada província sudanesa.

 

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