Mugabe diz que sanções contra o Zimbabué são ilegais

25 setembro 2009

Num discurso na Assembleia-Geral, o líder zimbabueano afirmou que a actual crise económica está a exacerbar o impacto das sanções; ele acusou também algumas nações de quererem dividir o governo de unidade nacional.

[caption id="attachment_158523" align="alignleft" width="175" caption="Presidente Robert Mugabe"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente Robert Mugabe, do Zimbabué, condenou fortemente o que descreveu de sanções ilegais impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o seu país.

Discursando esta sexta-feira na Assembleia-Geral da ONU, Mugabe disse que a actual crise económica global está a exacerbar o impacto das medidas punitivas.

Sacrifícios

Ele afirmou que os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Sadc, fizeram enormes sacrifícios para ajudarem o Zimbabué numa altura em que também são afectados pela crise.

Mugabe disse contudo que lamentavelmente e para a surpresa do seu país, da Sadc e do resto de África, as sanções não foram levantadas.

O presidente zimbabueno acusou algumas nações de estarem a trabalhar de forma enérgica para dividirem o governo de unidade nacional.

O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, foi empossado no início deste ano como primeiro ministro num governo liderado por Mugabe, após meses de tensões políticas.

Apelo Humanitário

As Nações Unidas indicaram o mês passado que a situação no Zimbabué permanece difícil.

O país não tem comida suficiente para alimentar a sua população de 12,5 milhões de pessoas e o apelo humanitário lançado pela ONU só foi financiado em 50%.

 

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