Brasil preocupado com situação nas Honduras

25 setembro 2009

Ministro das Relações Externas, Celso Amorim, revelou que a embaixada tem sido alvo de atos de intimidação, incluindo o corte de água, eletricidade e telefones; ele disse que o seu país está profundamente preocupado com a possiblidade dos responsáveis pela deposição de presidente Zelaya ameaçarem a inviolabilidade da embaixada.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ministro brasileiro das relações exteriores, Celso Amorim, disse ao Conselho de Segurança que a embaixada do seu país nas Honduras está virtualmente cercada desde que o presidente Manuel Zelaya procurou refúgio na edifício, esta segunda-feira.

Falando esta sexta-feira numa reunião do órgão, solicitada pelo Brasil, Amorim revelou que a embaixada tem sido alvo de actos de intimidação, incluindo o corte de água, electricidade e telefones.

Indicações

Ele indicou também que a ligações com telefones móveis foram bloqueadas e que o acesso à comida tem sido fortemente limitado.

Celso Amorim disse ao conselho que o seu país está profundamente preocupado com a possiblidade dos responsáveis pela deposição do presidente ameaçarem a inviolabilidade da embaixada, como forma de prenderem Zelaya.

O ministro afirmou ainda que o Brasil tem indicações concretas sobre possíveis planos contra a embaixada.

Oportunidade

Falando após o evento, Celso Amorim destacou a importância da reunião do Conselho de Segurança da ONU.

"A primeira coisa é que nos ouvissem, porque é muito importante que o Conselho de Segurança ouça um tema que é de importância para a nossa região e que de alguma maneira nos afecta directamente.

Inclusive vidas de brasileiros poderiam estar afectadas, além de vidas de pessoas que estão sob a proteção da embaixada do Brasil.

O Conselho é que vai ter tomar uma decisão. Mas de qualquer maneira achamos importante que tenha havido a reunião e tenhamos tido a oportunidade de falar diante de um palco que todos escutam e esperamos que o simples facto de ter havido uma reunião já seja um sinal que seja percebido também pelas autoridades de facto e golpistas em Honduras", relatou.

Ameaça

Celso Amorim pediu às novas autoridades hondurenhas que respeitem a Convenção de Viena sobre a embaixada do seu país, em particular a sua inviolabilidade e segurança do seu pessoal.

Ele realçou que ao pedir a reunião, o governo brasileiro reconhece que a situação da sua embaixada em Tegucigalpa constitui uma ameaça para a paz e segurança na região.

 

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