São Tomé pede acção contra mudanças climáticas

24 setembro 2009

Presidente Fradique de Menezes disse que aquecimento global ameaça a sobrevivência de pequenos Estados insulares como o seu país.

[caption id="attachment_170093" align="alignleft" width="175" caption="Fradique de Menezes"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente Fradique de Menezes de São Tomé e Principe disse esta quinta-feira à Assembleia-Geral da ONU que o maior desafio da humanidade é garantir o futuro do planeta num contexto de crise económica e mudanças climáticas.

Ele afirmou que o aquecimento global ameaça a sobrevivência de pequenos Estados insulares como o seu país.

Pulmão do Mundo

"Apesar das nossas emissões de carbono serem insignificantes e das nossas florestas fazerem parte do pulmão do mundo, crescem ameaçadoramente os riscos de erosões costeiras em consequência da subida do nível do mar," disse.

Fradique de Menezes pediu também à comunidade internacional para ajudar os países africanos, particularmente os mais vulneráveis, a combater a pobreza.

Multilateralismo

"São Tomé e Principe é um micro-Estado, que possui uma micro-economia. Por conseguinte é um país pobre e vulnerável. Mas apesar de todos os constragimentos da periferia não ficou imune aos efeitos da crise.

Num mundo confrontado com a crise económica e financeira global a que se associa o impacto negativo das alterações climáticas, há a necessidade de garantir a segurança energética e alimentar. Compele-nos enfrentar esses desafios através de um multilateralismo activo", afirmou.

Na sua intervenção, o presidente santomense voltou a pedir a reforma do sistema das Nações Unidas, particularmente do Conselho de Segurança.

 

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