ONU adopta resolução histórica sobre desarmamento

24 setembro 2009

O documento foi aprovado por unanimidade numa reunião presidida por Barack Obama, dos Estados Unidos; Ban Ki-moon disse que o desarmamento nuclear é a única via sensata para um mundo mais seguro.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança da ONU adoptou esta quinta-feira uma resolução histórica sobre desarmamento e não-proliferação nuclear.

O documento foi aprovado por unanimidade numa reunião presidida por Barack Obama, dos Estados Unidos.

Armas Atómicas

A resolução 1887 pede aos países membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, TNP, que respeitem as suas obrigações e apela aos não-signatários que se juntem a ele como Estados sem armas atómicas, para torná-lo universal.

O texto também pede que todas as nações negociem uma redução dos arsenais nucleares e trabalhem em prol de um tratado de desarmamento geral e completo sob rígido controle internacional.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança para usar esta reunião histórica como uma plataforma para a eventual eliminação de armas nucleares.

Ban disse que o desarmamento nuclear é a única via sensata para um mundo mais seguro. Ele afirmou que a ameaça das armas nucleares só irá desaparecer com a sua eliminação.

O presidente Barack Obama disse que os próximos 12 meses serão cruciais para determinar se a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança e os esforços globais para acabar com o alastramento de arsenais nucleares deram frutos.

O presidente americano afirmou que uma guerra nuclear não tem vencedores e que tudo deve ser feito para que nunca ocorra.

Tratado

A coincidir com a reunião do Conselho de Segurança, está também a ter lugar na sede da ONU uma conferência de dois dias para promover a entrada em vigor do Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, Ctbt. O acordo foi assinado por 181 países e ratificado por 150.

O tratado terá, contudo, de ser ratificado por nove outras nações, incluindo a China, Irão, Estados Unidos, Paquistão e Coreia do Norte, antes de entrar em vigor.

 

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