Lula defende nova governança global
BR

23 setembro 2009

Na Assembleia Geral da ONU, presidente brasileiro critica postura global em se preocupar mais com os impactos do que com as causas da crise financeira.

[caption id="attachment_166096" align="alignleft" width="175" caption="Presidente Lula "]

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova York.*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu nesta quarta-feira os debates da Assembleia Geral, na sede da ONU, em Nova York, afirmando que a história não perdoará o engano da geração atual em se preocupar mais com os impactos da crise financeira do que com suas causas.

Desafios

"Há exatamente um ano, no limiar da crise que se abateu sobre a economia mundial, afirmei nesta tribuna que seria um grave erro, uma omissão histórica imperdoável, cuidarmos apenas das consequências da crise sem enfrentarmos as suas causas. Mais do que as crises dos grandes bancos, essa é a crise dos grandes dogmas", disse.

O presidente brasileiro, que discursou antes do líder norte-americano, Barack Obama, disse ainda que a crise econômica, a necessidade de uma governança global e o combate à mudança climática são desafios que se relacionam.

"Os temas que estão no centro de nossas preocupações, a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança de clima tem um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas", disse.

Brasil

Lula reafirmou o compromisso do Brasil em combater a mudança climática através da redução das emissões de carbono e do incentivo a novas fontes renováveis de energia.

O presidente disse ainda que o Brasil está pronto para discutir propostas ambientais sustentáveis e ratificar um novo acordo climático em dezembro, durante a Conferência de Copenhague, na Dinamarca.

"O Brasil está cumprindo a sua parte. Vamos chegar a Copenhague com alternativas e compromissos precisos. Aprovamos um plano de mudanças climáticas que prevê a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Diminuiremos 4,8 bilhões de toneladas de emissão de CO2, o que representa mais do que a soma dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos. Em 2009, já podemos apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos", disse.

Nações Unidas

Em seu discurso, Lula reassumiu ainda o compromisso do país com as Nações Unidas para a promoção dos direitos humanos e da paz no Oriente Médio e no Haiti.

Os debates da Assembleia Geral seguem até a próxima segunda-feira com a participação dos 192 países-membros da ONU.

*Apresentação Eduardo Costa , da Rádio ONU em Nova York.

 

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