Indiciado por genocídio no Ruanda é entregue a tribunal da ONU (Português África)

22 setembro 2009

Detenção e transferência de Ndahimana para Arusha contou com apoio da Monuc; ele é uma figura destacada do movimento rebelde, Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, aplaudiu esta terça-feira a transferência de Gregoire Ndahimana para o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, com sede em Arusha, na Tânzânia.

Ele é uma figura destacada do movimento rebelde, Forças Democráticas de Libertação do Ruanda, Fdlr.

Genocídio

Ndahimana foi indiciado pelo tribunal da ONU pelo seu papel no genocídio naquele país da África Central, em 1994.

Ele foi entregue ao tribunal este domingo após a sua detenção na República Democrática do Congo, o mês passado.

Num comunicado divulgado pela sua porta-voz em Nova Iorque, Ban indica que o líder rebelde ruandês encontrava-se entre os 13 indiciados pelo tribunal que ainda continuam a monte. Todos são acusados de terem cometido sérias violações à lei humanitária internacional em 1994.

Tutsis

A detenção e transferência de Ndahimana contou com o apoio da missão da ONU na República Democrática do Congo, Monuc.

Cerca de 800 mil pessoas foram massacradas no Ruanda em 1994. A maioria eram tutsis e hutus moderados.

 

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