Queda dos investimentos estrangeiros continua em 2009 (Português Brasil)
Relatório da Unctad indica que os fluxos desses capitais não deverão ultrapassar neste ano o valor de US$ 1,2 trilhão, o que representa uma queda de 25% em relação a 2008; recuperação só deverá começar em 2010.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*
A Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad, disse que as perspectivas na área dos investimentos estrangeiros diretos permanecem sombrias devido à crise econômica.
O Relatório Mundial sobre Investimentos em 2009, divulgado na quinta-feira, indica que os fluxos desses capitais não deverão ultrapassar neste ano o valor de US$ 1,2 trilhão, o que representa uma queda de 25% em relação a 2008.
Declínio
O documento realça que uma recuperação no setor deverá começar no próximo ano, mas que os valores de 2008 só deverão ser alcançados daqui a dois anos.
O economista da Divisão África da Unctad, Rolf Traeger, disse à Rádio ONU, de Genebra, que os países em desenvolvimento serão também afetados por esse declínio em 2009, após terem escapado do fenômeno no ano passado.
"Em 2008, já houve a nível mundial uma queda dos investimentos estrangeiros diretos. Mas para os países em desenvolvimento esses investimentos aumentaram. Isso aconteceu, por exemplo, no Brasil e em Angola que tiveram fortes altas. Em 2009, os impactos da crise vão ser muito mais sentidos e espera-se uma redução significativa do nível dos fluxos de investimento direto estrangeiro nos países em desenvolvimento, incluindo as nações da América Latina e da África", disse.
Falta de Investimentos
Segundo o relatório, os Estados Unidos permancem a principal fonte de investimentos estrangeiros diretos, seguidos pela França.
A agência da ONU diz também que o principal fator no declínio global desses fluxos tem sido a falta de investimento por parte das multinacionais.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.