Lixo tóxico na Côte d´Ivoire

16 setembro 2009

Relator da ONU diz que existem fortes provas de que algumas mortes ocorridas na região e outras consequências negativas para a saúde estejam ligadas ao incidente que envolveu o cargueiro Probo Koala, em 2006; segundo dados oficiais, 15 pessoas morreram e 69 foram hospitalizadas após o despejo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator especial da ONU sobre os efeitos nefastos do despejo de material tóxico e outros produtos perigosos, Okechukwu Ibeanu, disse que o mundo ainda não conhece e talvez nunca venha a conhecer todas as consequências do despejo de 500 toneladas de lixo tóxico na Côte d'Ivoire.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, em Genebra, na Suiça, ele indicou, porém, que existem fortes provas de que algumas mortes ocorridas na região estejam ligadas ao incidente que envolveu o cargueiro Probo Koala.

Empresa Holandesa

Em Agosto de 2006, o navio despejou 500 toneladas de lixo tóxico pertencentes a uma empresa holandesa em vários locais em Abidjan, capital daquele país da África Ocidental.

Segundo dados oficiais, 15 pessoas morreram, 69 foram hospitalizadas e mais de 108 mil procuraram apoio médico após o incidente.

O relatório de Ibeanu, a ser apresentado na quinta-feira, contem as suas principais conclusões e recomendações, após várias visitas à Holanda e Côte d'Ivoire.

Meio Ambiente

Ele encorajou todos as partes envolvidas no processo a tomarem as medidas necessárias para lidar com as consequências a longo prazo para a saúde humana e o meio ambiente.

Procedimentos legais estão actualmente a decorrer na Holanda e na Grã Bretanha sobre a composição exacta e a natureza tóxica do lixo em questão.

 

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