Unicef condena morte de rapariga após o parto

15 setembro 2009

Segundo a agência, o casamento infantil representa uma violação dos direitos das crianças e impede que raparigas tenham acesso à educação.

[caption id="attachment_159569" align="alignleft" width="175" caption="Casamentos forçados"]

Pollyana de Moraes, da Rádio ONU em Nova Iorque. *

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, disse esta terça-feira que lamenta a morte de uma rapariga de 12 anos no Iémen, vitima de complicações de saúde ao dar à luz.

Fawaziya Youssef havia sido forçada a se casar com um homem com o dobro de sua idade e logo engravidou. A menina e o bebé não resistiram ao parto e faleceram.

Pesquisa

Em comunicado, a directora-geral da agência da ONU, Ann Veneman, afirmou que o casamento infantil nega os direitos das crianças de maneira deplorável.

Segundo o órgão, os riscos de morte ao dar à luz são cinco vezes maiores em raparigas com menos de 15 anos do que em mulheres após os 20 anos de idade.

De acordo com o Unicef, o casamento infantil é produto de uma realidade de pobreza e deve ser combatido com maior protecção aos direitos das mulheres e das criancas, especialmente das raparigas.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela agência indica que em paises como Bangladesh, Chade e Republica Centro-Africana, mais de 60% das mulheres se casaram ou passaram a viver maritalmente antes dos 18 anos de idade.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

 

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