ONU pede suspensão de assentamentos em Israel
Secretário-Geral disse que a construção ilegal é contrária às leis internacionais e ao Roteiro da Paz para o Oriente Médio, que prevê a criação de dois estados; Ban pediu a Israel para que suspenda projetos de assentamento e desmonte os postos avançados construídos na Cisjordânia.
Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou profunda preocupação com a decisão de Israel de aprovar a construção de novos assentamentos na Cisjordânia e pediu ao governo do país para interromper esta atividade.
Em um comunicado apresentado por sua porta-voz, nesta quarta-feira, Ban disse que a construção ilegal é contrária às leis internacionais e ao Roteiro da Paz para o Oriente Médio, que prevê a criação de dois estados.
Negociações Efetivas
Ele apelou ao governo israelense para que responda de forma positiva aos esforços que visam criar negociações efetivas entre Israel e palestinos.
Ban Ki-moon reiterou seu pedido para que Israel suspenda qualquer projeto de assentamento, incluindo o crescimento natural destas comunidades, e desmonte os postos avançados construídos, desde março de 2001, na Cisjordânia.
Segundo a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, uma operação das forças de segurança de Israel, no mês de agosto, forçou dezenas de moradores da comunidade árabe de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, a deixarem a área.
De acordo com o órgão da ONU as casas foram ocupadas por israelenses.
Despejos
O coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, disse que os despejos em Jerusalém Oriental desrespeitam os pedidos da comunidade internacional e do Quarteto Diplomático, formado pelas Nações Unidas, Rússia, Estados Unidos e União Europeia.
Um comunicado emitido em junho pelo Quarteto pedia a Israel que não tomasse medidas provocativas em Jerusalém Oriental, como despejos e demolição de casas.