Moçambique pede urgência contra mudanças climáticas

3 setembro 2009

Presidente Armando Guebuza disse à 3ª Conferência Mundial sobre Clima, em Genebra, que o drama das cheias que afectaram o seu país, em 2000, demonstrou a necessidade de medidas decisivas contra o aquecimento global.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente Armando Guebuza, de Moçambique, alertou sobre os perigos das mudanças climáticas, relembrando as cheias que afectaram o seu país de forma dramática no ano 2000.

O chefe de Estado moçambicano falava esta quinta-feira, em Genebra, na 3ª Conferência Mundial sobre o Clima, evento que ele co-preside.

Dilúvio

Guebuza disse que a audiência deveria certamente recordar-se de Rosita, a criança que nasceu numa árvore durante o dilúvio que atingiu Moçambique no ano 2000.

Ele afirmou que apesar da notícia ter sido coberta de forma extensiva pela comunicação social, as pessoas não entenderam o significado mais profundo do que se estava a passar no país.

O presidente de Moçambique indicou que o drama das cheias demonstrou a intensidade das mudanças climáticas, a falta de preparação das autoridades para lidar com a tragédia e as suas consequências económicas para os países pobres. Guebuza recordou que a maior parte das colheitas foram perdidas naquele ano.

O líder moçambicano disse que a segunda cidade do país, Beira, situada abaixo do nível do mar, corre o risco de ser submergida devido aos efeitos do aquecimento global.

Metas do Milénio

Guebuza realçou, porém, que o seu país está a tentar transformar alguns dos desafios de mudanças climáticas em oportunidades.

Ele disse que o governo está a implementar um programa a nível das escolas primárias e secundárias, que encoraja os alunos a plantarem uma árvore todos os anos.

Armando Guebuza realçou que o facto das mudanças climáticas afectarem a realização das Metas do Milénio deveria levar a uma tomada imediata de medidas urgentes e decisivas porque, segundo disse, amanhã pode ser demasiado tarde.

 

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