Unesco condena mais um assassinato de jornalista no Paquistão (Português Brasil)

31 agosto 2009

Junullah Hashimzada foi morto em uma emboscada e era conhecido por sua críticas aos Talebãs; diretor-geral da Unesco diz que assassinato mostra a vulnerabilidade dos jornalistas que trabalham em áreas de conflito.

Marco Alfaro, da Rádio ONU, em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou, na sexta-feira, o assassinato de um repórter de TV na cidade de Peshawar, capital da região noroeste do Paquistão.

O jornalista Junullah Hashimzada era chefe de redação do canal Shamshad e conhecido por suas críticas ao movimento islâmico Talebã. Ele foi morto em uma emboscada, que também feriu gravemente o seu colega de TV Ali Khan.

Novo Assassinato

Hashimzada é o segundo jornalista assassinado no mês de agosto no Paquistão. O correspondente de TV Sadiq Bacha Khan também perdeu a vida no dia 14 deste mês.

O diretor-geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, afirmou que a morte de jornalistas é um preço alto demais a ser pago na tentativa de exercer a sua profissão.

Vulnerabilidade

Matsuura disse que os crimes mostram a vulnerabilidade dos profissionais de imprensa que trabalham em áreas de conflito.

Ele lembrou que a paz, a democracia e o estado de direito, exige um debate aberto e acrescentou que isso é essencial para a reconciliação e reconstrução do país.

Segundo o Instituto Internacional de Imprensa, 11 jornalistas foram mortos no Paquistão desde 2007, incluindo seis na região situada próxima à fronteira com o Afeganistão.

 

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