Zâmbia deve reforçar combate à pobreza

31 agosto 2009

Relatora da ONU, Magdalena Sepúlveda, afirmou que a pobreza extrema persiste em várias regiões, apesar do país ser rico em recursos naturais; ela pediu ao governo para colocar os pobres no centro da sua agenda de trabalho.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A relatora independente da ONU para direitos humanos e pobreza extrema, Magdalena Sepúlveda, disse que a Zâmbia precisa passar da retórica à acção no seu combate à pobreza.

Ela falava esta segunda-feira em Lusaka no final de uma missão de oito dias àquele país da África Austral.

Pobreza Extrema

Sepúlveda afirmou que apesar da Zâmbia ser uma nação rica em recursos naturais e de ter conhecido progressos económicos significativos nos últimos oito anos, a pobreza extrema persiste em vários regiões do país.

Ela teve encontros com autoridades governamentais, organizações internacionais e ONGs e visitou comunidades que vivem na pobreza em várias áreas, incluindo a capital.

A relatora da ONU disse que nas suas visitas pôde ver em primeira mão a luta diária pela sobrevivência de pessoas que vivem em condições extremamente difícies. Ela indicou que o governo tem planos para mudar a situação, mas realçou que palavras devem ser substituídas por acções concretas.

Sepúlveda pediu também a inclusão de todos os direitos humanos fundamentais como o acesso à saúde, educação e segurança social na constituição que está a ser revista actualmente.

Agenda

Ela realçou que a mudança legislativa é importante mas não é suficiente. Magdalena Sepúlveda disse que a pobreza não será reduzida na Zâmbia enquanto os pobres não forem colocados no centro da agenda do governo.

As principais conclusões da sua missão serão apresentadas à Comissão de Direitos Humanos, em Genebra, na Suiça, em Junho de 2010.

 

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