ONU alerta sobre tragédia de desaparecimentos forçados
BR

31 agosto 2009

Grupo de Trabalho da ONU constatou mais de 50 mil casos de desaparecimentos forçados desde a sua criação em 1980; mulheres raptadas, em muitos casos, se tornam vulneráveis à exploração sexual e outras formas de violência.

Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

Especialistas independentes da ONU apontaram, neste domingo, que o número de desaparecimentos forçados está crescendo em todo o mundo e que esta prática tem um impacto severo, especialmente sobre mulheres e crianças.

Em uma declaração por ocasião do Dia Internacional dos Desaparecidos, comemorado em 30 de agosto, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários notou ter lidado com mais de 50 mil casos, desde que foi criado, em 1980.

Mulheres

O comunicado destaca que o problema é ainda mais grave, pois muitos incidentes não são registrados junto às autoridades.

Segundo os especialistas, os desaparecimentos forçados têm um impacto mais forte sobre as mulheres que, em muitos casos, são obrigadas a assumirem o sustento de suas famílias sem a presença dos companheiros.

Eles acrescentam que quando as mulheres são vítimas de raptos, muitas vezes se tornam vulneráveis à exploração sexual e outras formas de violência.

O grupo expressou preocupação por medidas adotadas pelos governos no combate ao terrorismo, incluindo prisões feitas em operações militares, que podem aumentar o número de deste tipo de crime.

Convenção

O Grupo de Trabalho fez um apelo para que todos os países ratifiquem a Convenção Internacional para a Proteção de Pessoas contra o Desaparecimento Forçado.

A declaração foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 18 de dezembro de 1992.

 

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