LRA continua a aterrorizar civis na RD Congo

28 agosto 2009

Segundo o Acnur, mais de 500 mil civis foram deslocados na região fronteiriça com o Uganda desde Setembro do ano passado; grupo rebelde é acusado de várias atrocidades, incluindo o rapto de crianças e a violação de mulheres.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, indicou esta sexta-feira que cerca de 125 mil congoleses foram forçados a fugir de suas casas nas últimas três semanas na sequência de ataques do grupo rebelde ugandês, Exército de Resistência do Senhor, LRA.

Segundo a agência da ONU, mais de 500 mil civis foram deslocados por ataques sangrentos do movimento na Província Oriental, no nordeste da República Democrática do Congo, perto da fronteira com o Uganda, desde Setembro do ano passado.

Atrocidades

O Exército de Resistência do Senhor é acusado de várias atrocidades, incluindo mortes generalizadas, rapto de civis e violação sexual de mulheres.

O porta-voz do órgão, Andrej Mahecic, disse a jornalistas que nos últimos 12 meses o grupo matou mas de 1,2 mil pessoas e sequestrou 655 crianças na Província Oriental, além de ter destruido casas, escolas e centros de saúde.

Ele afirmou que o Acnur e outras agências humanitárias forneceram ajuda a cerca de 11 mil deslocados perto de Dungu, a capital do distrito de Alto Uele, mas que a insegurança e o mau estado das estradas continuam a afectar as acções de auxílio.

Os ataques do LRA forçaram também cerca de 8 mil congoleses a fugirem para o Sul do Sudão e República Centro-Africana.

 

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