África pode cumprir meta da ONU sobre malária

28 agosto 2009

Enviado da ONU diz que redes mosqueteiras protegem actualmente 360 milhões em África; doença mata cerca de 1 milhão de pessoas todos os anos, a maior parte crianças no continente.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado especial de Ban Ki-moon para a malária, Ray Chambers, disse estar confiante de que todos os países da África Subsaariana, onde a doença é endémica, podem alcançar o objectivo da ONU de acesso universal a redes mosquiteiras, pulverização interna e tratamento até o fim do próximo ano.

Ele informou esta quinta-feira o Secretário-Geral sobre a sua recente visita à Tanzânia e Uganda, onde pôde avaliar, juntamente com a directora-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Margaret Chan, os progressos feitos pelos dois países no combate à doença.

Redes Mosquiteiras

A malária mata cerca de um milhão de pessoas todos os anos, a maior parte crianças em África.

Chambers indicou que 52% da população nos países endémicos da região dispõem actualmente de redes impregnadas de insecticida, oferecendo protecção a cerca de 360 milhões de pessoas. Só no ano passado, 65 milhões de redes mosquiteiras foram distribuidas na área.

Ele afirmou que a 16 meses do prazo de 31 de Dezembro de 2010 estabelecido por Ban Ki-moon, as Nações Unidas permanecem confiantes de que a cobertura universal é possível em África.

Campanha Global

No próximo mês, será apresentada em Nova Iorque a Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária, Alam, que visa reforçar os esforços de combate à doença através do continente.

Em Setembro do ano passado, governos, homens de negócios e representantes da sociedade civil lançaram uma campanha global no valor de US$ 3 mil milhões para acabar com a mortalidade causada pela malária até o ano 2015.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud