Acnur: situação pemanece dramática no Iémen

28 agosto 2009

Agência da ONU indica que residentes e milhares de deslocados não conseguem sair da cidade de Saada, no norte do país, devido aos confrontos; encerramento dos mercados resultou numa grave escassez de comida e alta de preços de bens essenciais.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, apelou à abertura de corredores humanitários no norte do Iémen para permitir aos civis deixarem a zona de conflito e facilitar o acesso dos trabalhadores de auxílio às populações afectadas.

O porta-voz da agência das Nações Unidas, Andrej Mahecic, descreveu esta sexta-feira a situação na cidade de Saada, o centro da crise, de dramática. Ele disse que os confrontos continuam dentro e fora da cidade, que está isolada do resto do mundo há quase uma semana.

Hostilidades

Mahecic indicou que tanto as tropas do governo como os rebeldes Houthi rejeitaram um cessar-fogo e prometeram prosseguir as hostilidades.

Segundo o Acnur, os residentes e milhares de deslocados que se instalaram em Saada não conseguem sair da cidade. O encerramento dos mercados resultou numa grave escassez de comida e uma alta drástica dos preços dos alimentos básicos.

O Programa Alimentar Mundial, PAM, informou esta sexta-feira que conseguiu distribuir rações alimentares para quatro meses a cerca de 2 mil deslocados.

A agência da ONU estima em 150 mil o número de pessoas que necessitam de assistência alimentar na sequência dos últimos confrontos.

Trégua

Segundo agências de notícias, o conflito opõe rebeldes xiitas ao governo de maioria sunita.

Os dois lados tinham assinado uma trégua em 2008, após cerca de quatro anos de combates que deixaram milhares de mortos no país, localizado na extremidade sudoeste da Península da Arábia.

 

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