Pillay apoia inquérito a alegados abusos da CIA

25 agosto 2009

Procuradoria geral dos Estados Unidos vai investigar se leis americanas foram violadas por oficiais da CIA durante o interrogatório de presos que estavam fora do país; em nota, a alto comissária de Direitos Humanos da ONU reiterou seu apoio ao compromisso do presidente americano em fechar a prisão de Guantánamo em 2010.

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, apoiou a decisão do procurador geral dos Estados Unidos em abrir um inquérito preliminar para apurar se as leis americanas foram violadas por oficiais da CIA, Agência Central de Inteligência, durante o interrogatório de presos que estavam fora do país.

Numa nota divulgada nesta terça-feira, Pillay também saudou a recente libertação do jovem afegão que foi levado à Baía de Guantánamo em 2002, quando supostamente tinha apenas 12 anos de idade.

Transparência

Pillay disse que casos de tortura ou quaisquer outros tratamentos ilegais aos detidos, sejam eles nos Estados Unidos ou não, não podem ficar impunes.

A Alta Comissária da ONU pediu mais transparência sobre os locais secretos de detenção, e também solicitou a libertação dos presos que actualmente estão nesses centros.

Sobre a libertação do afegão Mohammed Jawad, determinada na última segunda-feira depois de a justiça americana considerar, em 2008, que as acusações contra ele eram inadmissíveis, Navi Pillay disse que finalmente a justiça foi feita.

Compensação

Ela acredita, porém, que em casos desse tipo, ou no caso de pessoas que foram torturadas ou tratadas de formas ilegais, é necessário uma compensação, já que muitos presos foram severamente afectados psicológica, física e até financeiramente.

Na nota, Navi Pillay reiterou seu apoio ao compromisso do presidente americano, Barack Obama, de fechar a prisão de Guantánamo em 2010.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

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