Falta de acesso a água mata 4,5 mil crianças por dia

17 agosto 2009

Segundo o Unicef, falta de acesso a água potável e saneamento também tem um forte impacto na educação de crianças, particularmente nos países pobres; Semana Mundial da Água está a ser celebrada com um importante fórum em Estocolmo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 1 mil milhão de pessoas no mundo não tem acesso a água potável devido ao crescente aumento da procura e problemas de disponibilidade.

A afirmação foi feita pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, numa nota para marcar o início, no domingo, da Semana Mundial da Água.

Meio Ambiente

Centenas de representantes de governos, sociedade civil e especialistas estão reunidos em Estocolmo, capital da Suécia, para partilhar soluções inovadoras para questões ligadas à falta de água e debater o seu impacto sobre a pobreza, saúde, educação, igualdade de género e meio ambiente.

O evento de uma semana é patrocinado pela agência das Nações Unidas sob o tema "Responder aos Desafios Globais: o Acesso a Água para o Bem Comum".

O Unicef diz ser encorajador o facto de 87% da população mundial ter acesso a água potável.

O órgão indica, contudo, que cerca de 4,5 mil crianças morrem todos os dias antes de completarem cinco anos devido à falta de água, saneamento e higiene. A falta desses recursos tem também um profundo impacto sobre o acesso de crianças à educação, principalmente para raparigas que muitas vezes ficam em casa para ajudar nos trabalhos domésticos.

Fontes de Água

O porta-voz do Unicef em Moçambique, Emídio Machiana, disse à Rádio ONU, de Maputo, que o órgão tem ajudado o governo a aumentar o acesso da população a água potável.

"O Unicef apoiou o ano passado, em parceria com o governo a abertura de 375 fontes de água e a reabilitação de cerca de 137. Isto significa que cerca de 490 mil pessoas passaram a ter acesso a água neste país. O Unicef tem estado a investir muito no sentido de criar condições para as comunidades terem acesso a água de modo a evitar doenças que são transmitidas pela água, como a diarreia e cólera, que estão entre as principais causas de mortalidade infantil", disse.

Segundo o Unicef a actual crise económica juntamente com o aumento de emergências deixou milhões, particularmente mulheres e crianças, sem serviços básicos de acesso a água e sanemamento. A agência indica ainda que as mudanças climáticas estão a exacerbar esta situação.

Siga a Rádio ONU no Twitter.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud