Sul do Sudão enfrenta grave crise humanitária (Português Áfrical)

13 agosto 2009

Segundo a ONU, uma combinação de falta de chuvas, insegurança generalizada e déficit orçamental poderá causar uma grave crise alimentar; cerca de 1,2 milhão já dependem da assistência fornecida pelo PAM.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

40% da população do Sul do Sudão poderá ser afectada por uma crise humanitária de dimensões catastróficas.

O alerta foi lançado esta quarta-feira em Cartum, pela vice-cordenadora humanitária da ONU na região, Lise Grande.

Confrontos Tribais

Ela disse que essa crise poderá ser causada por três factores: aumento da violência inter-étnica, escassez alimentar massiva e um déficit orçamental na região.

Lise Grande indicou que 200 pessoas foram mortas e mais de 250 mil deslocadas em conflitos tribais desde Janeiro.

Ela realçou também que o Sul do Sudão enfrenta uma grave crise alimentar causada por uma combinação de falta de chuvas, insegurança generalizada e forte queda nas receitas do governo.

Devido a esta situação, cerca de 1,2 milhões de pessoas dependem agora da assistência fornecida pelo Programa Alimentar Mundial, PAM.

Grande afirmou que a crise poderá vir a agravar-se pela falta de fundos para as operações humanitárias na área. Até agora, a ONU recebeu um pouco mais de 10% do apelo de US$ 412 milhões que fez para o Sul do Sudão.

A região foi palco de uma das mais longas e sangrentas guerras civis em África. Cerca de 2 milhões de pessoas foram mortas e 4,5 milhões deslocadas durante mais de duas décadas de confrontos.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon alertou que a recente violência tribal poderá colocar em risco a implementação do Acordo Global de Paz, assinado entre o norte e o sul, em 2005.

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