Abuso infantil é crescente na América Latina e no Caribe
BR

12 agosto 2009

Artigo divulgado em boletim da Cepal e do Unicef revela que crianças e adolescentes até 18 anos sofrem diariamente maus tratos físicos e psicológicos; no Brasil, Disque Denúncia já recebeu 51.972 denúncias de violência física e psicológica contra crianças e adolescentes.

[caption id="attachment_168071" align="alignleft" width="175" caption="Crianças são vítimas"]

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York*.

Um artigo divulgado na última segunda-feira revelou que crianças e adolescentes até 18 anos, da América Latina e do Caribe, sofrem diariamente maus tratos físicos e psicológicos.

O estudo, publicado em um boletim da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, foi baseado em pesquisas feitas em 16 países.

Assistência

No Brasil, de acordo com dados do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, o Disque 100 recebeu mais de 100 mil denúncias entre maio de 2003, quando o serviço começou a funcionar, e julho de 2009, metade delas referente a violência física e psicológica.

A gerente de projetos do Unicef no Brasil, Helena Oliveira, falou à Rádio ONU, de Brasília, sobre o cenário da violência doméstica contra crianças no país

"A gente tem um levantamento, em nível nacional, que em muitos dos casos de crianças vítimas de violência, os serviços de atenção a essas famílias atuam apenas sobre a criança e no limite com a mãe. Em nenhum momento se olha e se tem a atenção para a dinâmica violenta que pode estar incorrendo sobre todas as relações familiares, não só do pai que espancou a criança ou da mãe que bateu no seu filho, mas também do pai que tem uma dimensão violenta com a esposa, com o irmão, essas dinâmicas familiares violentas."

Helena disse ainda que o Unicef produziu, no início deste ano, um vídeo educativo com a personagem de história em quadrinhos Mônica, embaixadora da agência da ONU, que mostra que a violência doméstica não é um processo educativo, e que a criança precisa crescer sem violência.

*Apresentação: Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

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