Hillary pede fim de impunidade para crimes sexuais

11 agosto 2009

Durante a sua visita à República Democrática do Congo, a diplomata americana disse que a violência sexual é inaceitável, pedindo a tomada de medidas judiciais enérgicas para acabar com o flagelo; segundo a ONU, cerca de 200 mil mulheres foram violadas no leste do país desde 1996.

[caption id="attachment_167961" align="alignleft" width="175" caption="Hillary Clinton"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse que a violência sexual é usada como uma arma de guerra na República Democrática do Congo para desmoralizar as populações e forçá-las a abandonar as suas casas e aldeias.

Ela falava esta terça-feira em Kinshasa durante uma entrevista à rádio da missão da ONU no país, conhecida por Rádio Okapi. Clinton está a efecuar uma visita de três dias à República Democrática do Congo, no quadro do seu périplo a África.

Inaceitável

A diplomata americana disse que não pode haver impunidade para as pessoas que cometem crimes sexuais.

Hillary Clinton disse à Rádio Okapi que a violência sexual é inaceitável e que medidas judiciais enérgicas devem ser tomadas para acabar com o flagelo.

A secretária americana de Estado viajou esta terça-feira para o leste do país a bordo de um avião das Nações Unidas. A região tem sido palco dos piores crimes de violação sexual contra mulheres e raparigas, por grupos armados.

Segundo dados das Nações Unidas, cerca de 200 mil mulheres foram violadas no leste da República Democrática do Congo desde 1996.

Périplo

De acordo com agências de notícias, Hillary Clinton tem priorizado a questão dos direitos das mulheres durante a sua visita ao continente africano.

Ela viaja na quarta-feira para a Nigéria. Libéria e Cabo Verde são as últimas etapas do seu périplo a África.

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